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quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Lição 8: Os impérios mundiais e o reino do Messias

Data: 23 de Novembro de 2014

Texto base: Daniel 7.3-8,13,14. 

OBJETIVOS 
Descrever e explicar a visão dos quatro animais.
Identificar o clímax da visão do profeta.
Compreender a volta de Jesus à luz do capitulo sete de Daniel.

INTRODUÇÃO 
Palavra Chave: Império. Forma de governo monárquico, cujo soberano tem o título de imperador ou de imperatriz.

A partir desta lição iniciaremos uma série de estudos sobre o tempo de fim, ou como é conhecido escatológico. 

Veremos ainda que as lições serão apenas um resumo de cada assunto, tendo em vista a sua profundidade e complexidade de elementos simbólicos envolvidos nesses assuntos, temos que entender ainda que há várias interpretações e doutrinas sobre um mesmo assunto escatológico. 

Nesta aula estudaremos sobre os quatro animais vistos por Daniel em uma visão, os quais representam quatro impérios. 

Tais impérios já haviam sido simbolizados através de uma estátua (Dn 2), agora são representados através de animais. Onde a estátua representava o tempo e o poder político de cada império. Na visão do capitulo 8, os animais representam o caráter moral e espiritual de daqueles impérios. 

As duas visões se referem aos mesmos impérios, porem com objetivos diferentes.

Para Nabucodonosor, Deus revelou o mundo político e os respectivos tempos; Para Daniel, Deus revelou os mistérios espirituais de cada império inclusive o reino eterno do Messias. 

I. A VISÃO DOS QUATRO ANIMAIS (Dn 7.1-8) 
- Esta visão precede os acontecimentos do cap.5, pois foi no primeiro ano, aproximadamente 553 a.C, quando Belsazar era co-regente de seu pai Nabonido. 

- Note que os acontecimentos do cap. 5, ocorreram no fim do reino babilônico. 

- 7.2 Quatro ventos. Símbolo do poder divino a julgar as nações. O mar grande. Símbolo da agitação política e social entre os povos da terra (ver Is 57.20; 17.12; Lc 21.25; Ap 17.15). 

- 7.3 Quatro animais. Os mesmos reinos representados pela estátua no cap 2. Aqui se observa o mesmo número de símbolos: quatro partes da estátua, e um projétil externo para destruí-la, comparados com os quatro animais terrestres e um ser celestial.

1. A visão e 2. Interpretação. 
a) O “leão com asas de águia” (v.4). Leões alados eram comuns na arte babilônica, conforme pode ser visto em alguns achados que subsistem até hoje. Esses leões eram colocados na entrada de importantes edifícios públicos, além disso, o “leão” era um símbolo nacional da Babilônia.  

...foram arrancadas as asas. Talvez seja uma representação da humilhação de Nabucodonosor (4.25), momento em que o seu reino perdeu forças (4.14) e os inimigos já ameaçavam, depois colocado de pé e recebendo um coração de homem (4.16,34), mas seu alcance e força política já não eram mais a mesma. 

b) O urso (v.5). O reino medo-persa é simbolizado por um animal dotado de um apetite voraz. Um dos seus lados. A elite do duplo império vinha da Média. Três costelas. Talvez represente as três nações que o império Persa “engoliu” (Média em 550, Ásia Menor em 546 e Babilônia em 538 a.C) ou (Ásia Menor em 546, Babilônia em 538 e Egito em 525 A.C). 

c) O leopardo com quatro asas (v.6). O Império Grego é simbolizado pelo “Leopardo”, conhecido pela sua velocidade no ataque. Alexandre, o Grande (356 – 323 a.C), conquistou o Império Medo-Persa com grande rapidez. Quatro asas... quatro cabeças. Os quatro generais de Alexandre simbolizados pelas asas e cabeças do Império, dominavam o mundo na faixa que incluía a região da Grécia até a Índia. Após a morte de Alexandre aos 33 anos, o Império foi divido em quatro dinastias independentes, sendo regidas pelos seus generais: (a Macedônia ficou com Cassandro; a Trácia e a Ásia Menor, com Lisímaco; a Síria, com Seleuco; e o Egito com Ptolomeu). 

d) Uma aparência indescritível (vv.7,8). O Império Romano que conquistava tudo com as armas de ferro e não poupava nada. Dez chifres. Dez reis oriundos do Império Romano. 

Outro pequeno. Incorpora claramente o espírito do anticristo (2 Tss 2.3-4,8), alguns interpretes já entendem que se trata de fato, do anticristo, sendo esta a primeira referência bíblica a ele.  

Comparece com o “príncipe que há de vir” de Dn 9.26. 

II. O CLÍMAX DA VISÃO PROFÉTICA 
1. Tronos, “ancião de dias” e juízo divino (vv.9-14). 
- Tronos. Uma sena de julgamento e justiça, semelhante a de Ap 4.2-5.14.  

- A profecia nos fala que o juiz do julgamento é o “ancião de dias”, isto é, Deus é retratado no livro tendo cabelos brancos e vestido de branco. É aquele que Abraão reconheceu como o “Juiz de toda a terra” (Gn 18.25). 

O julgamento do pequeno chifre
- Deus julgará “o pequeno chifre” e decretará a sentença final contra o quarto animal (Roma) (vv.11,12), o príncipe de há de vir (Dn 9.26), fato este confirmado pelo próprio Jesus em Jo 16.11, “... o príncipe deste mundo já está julgado”, ou seja, a sua sentença de condenação já é conhecida por Deus em razão de Sua Onisciência, entretanto, tal julgamento será concretizado em um tempo escatológico conforme (Ap 19.20; 20.10). 

- Aqui está o ponto mais alto da visão de Daniel, ou seja, o Altíssimo julgando as maldades, crueldades e perversidades das nações deste mundo!

2. O “Filho do Homem” (vv.13,14). 
Filho do homem. Um título do Senhor Jesus Cristo (cf. Mt 24.27,30; 26.63-65). 

3. A Grande Tribulação (vv.24,25)
Conservadora-tradicional e evangélica. Diferenciar das demais formas interpretações do Apocalipse. 

O chifre pequeno. Anticristo. Oriundo da região do quarto império, Roma, promoverá engano e assombro no planeta. 

Anticristo. Blasfemador de Deus e dos seus preceitos. Por “um tempo, e tempos, e metade de um tempo”, três anos e meio, (Dn 12.7; 9.27; Ap 12.14; 7.14), terá autoridade no mundo. 

Metade dos sete anos finais prescritos como a Grande Tribulação e o fim do “tempo dos gentios” 9.26-27; Lc 21.21-24 (Morte de Cristo para salvação – até o fim da Grande Tribulação). 

Objetivo da Grande Tribulação. (Dn 9.24)
Para quem é destinado a Grande Tribulação (Dn 9.24; I Ts 1.10; 5.9) 

III. A VINDA DO FILHO DO HOMEM 
1. A visão (vv.13,14). 
O filho do homem. Voltará nas nuvens do céu. (At 1.9-11; Mc 14.62; Mt 24.30; Ap 1.7). O reino de Cristo será eterno, único e jamais perecerá (v.14).

Tata-se da segunda fase da segunda vinda de Cristo, note que na primeira fase, os salvos vão ao encontro do Senhor Jesus; já na segunda fase Ele vem com os seu santos glorificados. 

2. “Os santos do Altíssimo” (v.18). 
Os santos do Altíssimo. Esses grupos de mártires e santos são os crentes advindos da Grande Tribulação, de todos os lugares, tribos e nações, que tiveram as suas roupas lavadas no sangue do Cordeiro. (Ap 7.9-17). 

3. A destruição do Anticristo (vv.26,27). 
Juízo contra o Anticristo. Este será julgado e condenado para sempre (Ap 19.20; 20.10).  

A sua destruição dar-se-á quando do final do segundo período de “três anos e meio” da Grande Tribulação. 

Pré-Tribulacionista. A Igreja de Cristo (invisível), lavada e remida no sangue do Cordeiro, não passará pela Grande Tribulação (I Ts 1.10; 5.9). 

CONCLUSÃO 
Lamentavelmente, devido à multiplicação da “doutrina” da prosperidade, e de muitas igrejas e pregadores propalarem o “aqui e agora”, a profecia bíblica quanto ao futuro ficou de lado. Outros caem no erro de ensinar que as profecias de Daniel e do Apocalipse são alegorias e produtos de um tempo e de uma cultura sem conexão com a era atual. Estudemos a Palavra de Deus para não nos acharmos soberbos, deleitosos e não sejamos, pois, a Laodiceia contemporânea (Ap 3.14-22)!


Por Alan Fabiano


BIBLIOGRAFIA 
Biblia Sagrada - ARA – SHEDD
Bíblia Sagrada – ARA – Estudo de Genebra
Bíblia Sagrada – ARC – Estudo Plenitude
ELLISEN, Stanley. Conheça Melhor o Antigo Testamento. São Paulo, SP: Editora Vida, 2007.
LAHAYE, Tim. Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica. 5ª Edição. RJ: CPAD, 2013.
GILBERTO, Antônio. Daniel & Apocalipse. RJ: CPAD, 2006.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

LIÇÃO 7: INTEGRIDADE EM TEMPOS DE CRISE

Data: 16 de Novembro de 2014

TEXTO ÁUREO
“Então, os príncipes e os presidentes procuravam achar ocasião contra Daniel a respeito do reino; mas não podiam achar ocasião ou culpa alguma; porque ele era fiel, e não se achava nele nenhum vício nem culpa” (Dn 6.4).

Texto base: 
Daniel 6.3-5,10,11,15,16,20.

APRESENTAÇÃO
Daniel viveu em uma sociedade pagã, porém ele manteve-se fiel e temente ao Senhor. Foi um importante profeta e estadista que fez a diferença diante dos reis a quem serviu. Ele experimentou terríveis provas, como a cova com leões famintos, mas em todas elas agiu como um vencedor. Daniel exercia importantes funções no reino, era dedicado na oração e firme em seu caráter como servo de Deus. Assim como Daniel, é necessário ao cristão, ter o seu devocional diário, pois sem intimidade com o Espírito Santo é impossível vencer as ordens do sistema mundano que nos envolvem, não podemos esquecer que o mundo jaz no maligno.

OBJETIVOS
Saber que Daniel era um homem íntegro, mesmo vivendo em um meio corrompido.
Analisar o caráter íntegro de Daniel.
Compreender porque Daniel foi parar na cova dos leões.

INTRODUÇÃO
Palavra Chave: Integridade. Caráter, qualidade de uma pessoa íntegra, honesta, incorruptível, cujos atos e atitudes são irrepreensíveis.

- Nesta lição estudaremos o capítulo seis do livro de Daniel, onde destacaremos o valor da integridade moral e espiritual de Daniel e seus amigos durante o reinado de Dario.

- Daniel agora era um homem idoso, todavia, apesar das falsas acusações que o levaram à cova dos leões, manteve sua fé em Deus inabalável.

I. DANIEL, UM HOMEM ÍNTEGRO EM UM MEIO POLÍTICO CORRUPTO (Dn 6.1-6)
- Daniel foi levado para a Babilônia em 606 a.C, com a idade de aproximadamente 17 anos.
- O evento da cova dos leões ocorreu aproximadamente em 538 a.C, quando Dário I começou a governar, sendo assim, Daniel estava com a idade de 85 anos.

- Haviam se passados aproximadamente 68 anos, desde que Daniel e seus companheiros foram levados para o palácio babilônio.

- O tempo só fortaleceu a integridade moral e espiritual de Daniel, mesmo vivendo em meio à idolatria e corrupção, ou seja, Daniel não perdeu sua IDENTIDADE, “E se o meu povo, que se chama pelo meu nome...” 2 Cr 7.14.

1. Dario reorganiza o governo e delega autoridade administrativa (Dn 6.1-3).
- Dario (Gobrias). Rei da Média.
- Ciro, o Grande. Rei da Pérsia: Conquistou a Média em 550 a.C, Ásia Menor, em 546 e Babilônia em 538 a.C; Libertou os exilados e decretou a reconstrução do templo (Ed 1.1).

- Quem invadiu Babilônia na noite da festa (5.1) foi Ciro. Portanto, Dario foi seu co-regente. (Ed 1.1; Dn 6.28).

- 6.1 Sobre o reino. Parece se tratar apenas do reino da Babilônia, que agora fazia parte do império dos Medos e dos Persas. Sátrapas. Pequenos governadores locais da província.
- 6.2 Dano. Perda de impostos que os 120 oficiais tinham a cobrar.
- 6.3 Sobre todo o reino. Como governador geral da Babilônia. Espírito excelente (5.12). Daniel era um dos três presidentes, entretanto, fazia a diferença em tudo. Podemos dizer que Daniel era um líder diligente, sábio, tinha habilidade de solucionar casos difíceis, dedicado ao trabalho e fiel ao rei, zelando de sua integridade moral e espiritual, ou seja, Daniel era de fato sal e luz naquela terra (Mt 5.13-16). 

2. Daniel se torna alvo de uma conspiração (Dn 6.4,5).
- Em face do espírito excelente de Daniel, sendo um homem irrepreensível em todo modo de viver (Fp 2.15), seus pares (presidentes) e seus subordinados (sátrapas) v.4, conspiraram contra ele por ciúme e inveja.

Outras vítimas conspirações.
- Assim fizeram os irmãos de José (Gn 37.4,11,18,24; At 7.9);
- Os fariseus com o Senhor Jesus (Mt 22.34);
- Fizeram assim com os Apóstolos (At 5.17,18);
- E assim fazem conosco (Mt 10.22; 24.9).

- Manter a identidade cristã, tem preço, estejamos pois, dispostos, sabendo que o nosso Redentor vive. Aleluia!

3. O perigo das confabulações políticas.
Confabular. 1. Conversar com familiaridade, sem cerimônia, esp. para trocar ideias, opiniões, impressões. 2. Falar, conversar sobre assunto secreto, misterioso ou suspeito. 3. P.ext. Pop. Planejar ou combinar (algo) em conjunto.

- Os presidentes e os sátrapas, confabulam entre si, uma estratégia para prejudicar Daniel (v.4-6).
- O decreto proposto ao rei, tinha aparência de lisonjas ao rei, o que o fez assinar o decreto com facilidade, mas se tratava de um plano maquiavélico contra Daniel (v.9).

- 6.8 Lei dos medos e dos persas. Assinando o decreto, nem o rei poderia revogar, assim, o rei ficou refém da própria lei, tendo em vista que ele se empenhou para livrar Daniel da cova dos leões até o pôr-do-sol (v.14).

- 6.15 Mas já era tarde.

- Assim com ocorreu com Daniel, aqui no Brasil, há várias propostas de leis tramitando no Congresso Nacional, contra a igreja de Cristo e só não foram aprovadas por oposição da bancada evangélica, por isso, devemos visitar o site do Congresso e verificar tais propostas e quem são seus autores.

II. DANIEL, UM HOMEM ÍNTEGRO QUE NÃO TRANSIGIU COM SUA FÉ EM DEUS (Dn 6.10-16)

1. Nenhuma trama política mudaria em Daniel o seu hábito devocional de oração (Dn 6.10).
Integridade. Solidez ou estado de ser inteiro, isto é, completo.

- 6.10 Quando soube. Daniel percebeu que a lei foi planejada para atingir sua pessoa, pois jamais se envergonhara de servir e adorar a Deus. Tal pressão não abalou a sua fé, mas com certeza o encorajou mais ainda.

- Desde muito jovem Daniel já tinha sua decisão espiritual formada e bem definida, ou seja, os ensinamentos e experiências que recebera de seus pais foram bem aplicados em sua vida e sedimentados em seu coração lhe formando um caráter firme.

- Nenhum decreto humano ou lei pode inibir o hábito do cristão em servir a Deus, sabemos que por não ceder aos caprichos humanos, muitos cristãos têm sido mortos, contudo, suas almas estão guardadas em Cristo Jesus (At 5.29; Ap 20.4).

2. A momentânea vitória dos conspiradores.
- Cientes da integridade de Daniel, os inimigos apenas esperaram o horário costumeiro para fazer o flagrante do “infrator” (v.11). De posse das provas, foram ao rei e reivindicaram que a lei dos medos e dos persas fosse cumprida (vv.12,13). Só então Dario percebeu que havia sido usado para que os inimigos de Daniel conseguissem o seu intento (vv.13-15).

- Esta cena nos lembra do Senhor Jesus no Getsêmane (Mt 26.47).

- Deus as vezes não nos livra DA cova e sim NA cova (Is 43.2).

3. Preservando a integridade (Dn 6.18-22).
- Daniel nos deixou o exemplo de que é possível permanecer íntegro mesmo vivendo em meio à corrupção (1.2; 5.12; 6.10).

Reflexão
- Os servos de Deus são chamados para ser luz em meio às trevas (Fp 2.15).
- Uma pessoa íntegra não é dividida, não age com duplicidade, não finge, não faz de conta e, mesmo diante do perigo, não nega a sua fé (Hb 12.1; 1 Tss 5.23). 

- 6.10 Janelas abertas. A maior prova de intrepidez de Daniel, em permanecer servindo a Deus e não aos homens (Pv 28.1). 

Aplicação
- As pessoas íntegras não escondem nada de ninguém. Suas vidas são transparentes.

III. DANIEL NA COVA DOS LEÕES (Dn 6.16-24)
1. Daniel preferiu morrer a se dobrar diante de um edito maligno (Dn 6.16,17).
- Daniel não discutiu nem questionou com o rei o seu edito (At 8.32).
Compare com (3.18). 

- A integridade de Daniel, não o livrou da maldade e da inveja dos seus inimigos, pois foi denunciado, preso e lançado na cova dos leões (vv.16,17).

- 6.16 Leões. Os persas adoravam o fogo; tinham meios de executar os réus sem empregar a fornalha (3.6).

- Daniel não negociou a sua fé, como muitos fazem atualmente. 

2. Daniel foi protegido da morte pelo anjo de Deus (Dn 6.22,23).
- A firmeza de Daniel estava acima de qualquer trama diabólica (Rm 8.35-37).

- 6.22 Anjo. Compare com 3.25. Inocência. Fé perante Deus, fidelidade para com o rei. O respeito mútuo foi sincero (vv 16,18,20,23).

- Com essa confiança, resignadamente aceitou a sua arbitrária condenação (vv.16,17).

- Na cova, Daniel constatou o livramento do Senhor, que enviou o seu anjo e fechou a boca dos leões, os quais não puderam devorá-lo (v.22; Sl 34.7; Is 43.2).

- Daniel foi retirado da cova sem nenhum ferimento (vv.22,23; 3.27).

- O nome de Deus foi glorificado, pelo próprio rei pagão (vv. 26,27).

- A vingança do rei. Ordenou que todos aqueles que haviam tramado contra Daniel fossem lançados na cova (v.24). Compare com: Ester 6.

3. Deus mais uma vez foi glorificado através da vida de Daniel (Dn 6.22,23,25-28).
- Mediante a fidelidade de Daniel, o rei Dario aprendeu uma importante lição e, por isso, decidiu honrar o Deus de Daniel com um edito.

- Este decretava que todos os habitantes do império babilônico temessem ao Deus de Daniel (vv.26,27).

- Portanto, não há e nem houve um Deus como o da Igreja.

CONCLUSÃO
Daniel foi próspero e abençoado durante todo o reinado de Dario e Ciro, o persa (v.28). Deus honrou a fé do seu servo. Ele também vai honrar a sua fé e o livrará de todo o mal. Confie! Atualmente, os inimigos dos servos de Deus também procuram, mediante articulações ardilosas, caluniar e mentir contra aqueles que servem ao Senhor fielmente e se destacam no cenário político e eclesiástico. 

Estes lançam calúnias a fim de denegrir a integridade daqueles que legislam e realizam seu trabalho com excelência. Muitas vezes os íntegros também padecem diante de leis injustas. A fé do profeta fez com que ele mantivesse sua comunhão com Deus mesmo em tempo de crise. A fé em Deus nos dá paz e convicção interior para enfrentar as situações adversas da vida. Como crentes, estaríamos dispostos a sacrificar nossa vida e até morrer pelo nome de Jesus? O Mestre declarou que no final dos tempos os verdadeiros discípulos seriam odiados, atormentados e levados à morte. Temos pessoas como Daniel? Oremos a Deus para que sejamos como este profeta.


Por Alan Fabiano.


BIBLIOGRAFIA 
Biblia Sagrada - ARA - SHEDD
BOYER, Orlando. Pequena Enciclopédia Bíblica. 7ª Edição. São Paulo, SP: Editora Vida, 2000. 
ELLISEN, Stanley. Conheça Melhor o Antigo Testamento. São Paulo, SP: Editora Vida, 2007.
ZUCK, Roy B. (Ed). Teologia do Antigo Testamento. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2009.
LAHAYE, Tim. Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica. 5ª Edição. RJ: CPAD, 2013.
http://dicionariocriativo.com.br/significado/confabular

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

LIÇÃO 6: A QUEDA DO IMPÉRIO BABILÔNICO

Data: 9 de Novembro de 2014

“E te levantaste contra o Senhor do céu, [...] além disso, deste louvores aos deuses de prata, de ouro, de cobre, de ferro, de madeira e de pedra, que não veem, não ouvem, nem sabem; mas a Deus, em cuja mão está a tua vida e todos os teus caminhos, a ele não glorificaste” (Dn 5.23).

Texto base 
Dn 5.1,2,22-30.
  
APRESENTAÇÃO 
Na lição de hoje estudaremos a respeito de um fato ocorrido durante o reinado de Belsazar. Este rei, tomado pelo vinho, decide zombar de Deus, utilizando os utensílios sagrados do Templo em um banquete. O Altíssimo não tolera escárnio. Naquela mesma noite o juízo de Deus foi visto por todos. Uma mão misteriosa escreveu uma sentença nas paredes do palácio. O rei aterrorizado quer saber a interpretação e mais uma vez o profeta Daniel entra em cena para desvendar os mistérios divinos. Deus revela os seus segredos aos seus profetas (Am 3.7). Naquela mesma noite, o rei foi morto e os persas passaram a dominar a cidade. Que venhamos realizar a obra de Deus com temor e reverência, pois um dia também seremos julgados pelo nosso Senhor.

OBJETIVOS 
Saber a respeito do festim profano de Belsazar.
Compreender que o juízo de Deus é irrevogável.
Analisar a sentença contra Belsazar e a queda da Babilônia.

INTRODUÇÃO 
Palavra Chave: Profanação. Desrespeito ou violação do que é santo, sagrado; insulto, irreverência.

A lição desta semana mostra mais uma vez a soberania divina. Após a morte de Nabucodonosor, em 562 a.C., Evil-Merodaque, o seu filho, sucedeu-o ao trono babilônico. Entretanto, dois anos depois, Evil Merodaque foi assassinado pelo seu cunhado, Neriglissar. Mas quem assumiu o trono foi Nabonido, o genro de Nabucodonosor. Nabonido era o pai de Belsazar, o qual se tornou corregente com o seu pai, três anos mais tarde. Cruel, devasso e profanador do sagrado são adjetivos, ainda leves, para qualificar a Belsazar. Foi numa noite de festa, regada a muito vinho e prostituição, que o rei Belsazar viu o reino escapar da sua mão e teve sua morte decretada. O reino babilônico daria lugar ao Medo-Persa, representado pelo peito e braços de prata da estátua sonhada por Nabucodonosor.

I. O FESTIM PROFANO DE BELSAZAR 
1. A zombaria de Belsazar (Dn 5.1-4). 
O rei Belsazar deu um grande banquete para os maiorais do seu reino. A festa ocorreu no palácio babilônico, mas ele não demonstrou nenhum escrúpulo com a religião alheia, o Judaísmo. Embriagado, o rei mandou vir os utensílios sagrados do Templo de Jerusalém, trazidos como espólio de guerra por seu avô, Nabucodonosor, para serem usados no banquete por ele oferecido. Homens corruptos e prostitutas profanariam o sagrado. Uma orgia com o que era santo! Belsazar foi longe demais, pois para satisfazer os seus instintos baixos, frívolos e profanos, escarneceu do Deus de Israel e do seu povo.

2. A insensatez e a crueldade do autocrata Belsazar. 
Segundo os historiadores, enquanto o pai de Belsazar, Nabonido, estava no campo de batalha para defender os interesses do reino, ele, Belsazar, divertia-se com mulheres e amigos para satisfazer as suas paixões. O festim de Belsazar era incompatível com o período de enfraquecimento do império da Babilônia. Habituado a ter tudo ao seu alcance, o rei não hesitava em fazer sua vontade prevalecer, tanto para matar os seus oponentes quanto para se cercar de pessoas de sua estirpe. Belsazar era um homem cruel!

3. Uma festa profana. 
A despeito da grandeza e da opulência imperial, a festa oferecida por Belsazar e dedicada aos maiorais do reino, era um festejo degenerado, pois ia desde as bebedeiras às orgias com homens e mulheres. Onde a luxúria, a riqueza e a ostentação predominam, há prazeres pervertidos e maldades. Assim foi aquela festa dedicada aos deuses babilônicos! Havia, a partir do palácio, uma forte influência dos demônios, o que confirma o que disse Paulo aos crentes coríntios (1Co 10.20).

II. O IRREVOGÁVEL JUÍZO DE DEUS 
1. O dedo de Deus escreve na parede (Dn 5.5). 
A resposta divina foi imediata: Deus interferiu naquela festa escrevendo sua sentença na parede do salão, diante dos olhos de Belsazar e de todos os seus convivas. Ali, o barulho das taças e dos jarros de vinhos, bem como a “alegria” de outrora, cessaram. De modo assombroso e assustador estava escrito a sentença contra o rei Belsazar e o seu reino. Aquela visão demonstrava o fruto do desprezo do rei babilônico ao Deus de Israel: o Reino da Babilônia foi rasgado. Fez-se um silêncio sepulcral no recinto!

2. A rainha lembrou-se do profeta Daniel (Dn 5.6-12). 
A mensagem na parede estava numa linguagem ininteligível (v.7). No primeiro momento, ninguém compreendia o que estava escrito. Belsazar convocou todos os sábios para decifrar o “enigma”. Entretanto, eles foram incapazes de fazê-lo.
Quando ouviu as palavras do rei e percebendo um movimento diferente no palácio, a rainha, filha de Nabucodonosor, mãe do rei Belsazar, entrou na presença do seu filho para saber o que acontecera. Após inteirar-se do assunto, a rainha lembrou-se de Daniel, um homem de confiança tanto do seu pai quanto do seu marido. Ele podia interpretar a mensagem que o rei vira. Mas Daniel não estava no palácio.

3. Daniel entra na presença de Belsazar (Dn 5.13). 
Belsazar não via a Daniel como servo do Deus Altíssimo, mas apenas como um dos sábios do palácio. A mãe de Belsazar, contrariamente, o conhecia e tinha certeza que Daniel era uma pessoa diferente e o seu Deus, poderoso. Ela mesma havia testemunhado as proezas do Deus de Israel em outras ocasiões da história daquele reino.
Daniel era um homem que não fazia concessões a sua fé. Ele entrou na presença do rei e após lhe oferecerem presentes, o profeta rejeitou-os diante do imperador (Dn 5.17).

III. A SENTENÇA CONTRA BELSAZAR E A QUEDA DE BABILÔNIA (5.22-28) 
1. Os sábios não decifraram as palavras escritas na parede (5.15). 
A mensagem era curta e objetiva, mas as palavras eram desconhecidas dos sábios do palácio e eles não puderam decifrá-la. Por isso Daniel é chamado, não pelo rei Belsazar, mas por indicação de sua mãe, para desvendar-lhe o mistério. O profeta Daniel tinha o Espírito Santo em sua vida, por isso, Deus o revelou o significado daquelas palavras (Dn 5.10-12).

2. As quatro palavras “misteriosas” (Dn 5.25). 
As palavras escritas na parede não foram interpretadas pelos sábios do império. Estes não achavam o sentido delas. Porém, sem medo e seguro, Daniel as interpretou. As duas primeiras palavras estavam repetidas — MENE, MENE — e significavam “contar ou contado”. A palavra TEQUEL tinha o sentido de “pesado”. A última palavra, PARSIM, significava “dividido” (Dn 5.25). Para interpretar a mensagem Daniel usou o termo “PERES”, palavra correlata de PARSIM. O sentido daquela é o mesmo desta.
Então, dos versículos 26 ao 28, o profeta explicou cada uma das palavras: “Esta é a interpretação daquilo: MENE: Contou Deus o teu reino e o acabou. TEQUEL: Pesado foste na balança e foste achado em falta. PERES: Dividido foi o teu reino e deu-se aos medos e aos persas”.

3. O fim repentino do império babilônico (vv.30,31). 
Naquela noite fatídica Deus demonstrou a sua soberania sobre os reis da Terra. Ele é o Todo-Poderoso e tem o cetro do governo do mundo em suas mãos. Nada escapa aos seus olhos. Tão logo foi dada a interpretação da mensagem e as honrarias feitas a Daniel para ser o terceiro homem do império, o rei Belsazar foi morto e o exército de Dario entrou na cidade da Babilônia. Os medos e os persas passariam a reinar no lugar do império da Babilônia.
No capítulo cinco de Daniel, aprendemos a lição de que não podemos nos fechar em nós mesmos. Deus não suporta uma vida de egoísmo, soberba e perversidade. Não podemos profanar aquilo que o nosso Pai consagrou como santo. Não sejamos profanos. Santifiquemo-nos a Deus com as nossas vidas.

CONCLUSÃO 
A opulência da Babilônia, a crueldade de Belsazar e as orgias do reino tipificam uma vida tremendamente fechada em si mesma. A intervenção de Deus em meio aquela festa profana demonstra que Ele não admite a soberba e o egoísmo. O Pai Celestial, em Jesus Cristo, julgará a todos os que se mostram soberbos e arrogantes. A queda do império babilônico é uma lição para todos nós. Um dia, quando da segunda vinda gloriosa de Jesus, todos os povos serão julgados pelo nosso Senhor.


BIBLIOGRAFIA  
ZUCK, Roy B. (Ed). Teologia do Antigo Testamento. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2009.
LAHAYE, Tim. Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica. 5ª Edição. RJ: CPAD, 2013.